Escritores discutem raízes açorianas e divulgam trabalhos durante colóquio em Camboriú

Escritores, pesquisadores, historiadores e poetas de Camboriú e região se reuniram na último dia 27, para o 2º Colóquio em comemoração à Semana do Escritor Camboriuense.

O evento, organizado pela Fundação Cultural, contou com uma roda de conversa sobre a ascendência açoriana e a Colônia Nova Ericeira, além da divulgação da carreira e trabalhos atuais dos profissionais.

Cada profissional teve 10 minutos para fala. José Angelo Rebelo, agrônomo e escritor camboriuense, compartilhou os motivos que o levam a achar necessária uma disciplina sobre história local e regional na grade de ensino. “Precisamos resgatar as nossas memórias. É importante que os moradores saibam sobre a cidade em que vivem, principalmente aqueles que são acolhidos por Camboriú. Não é difícil encontrar isso em livros. A nossa história está na esquina de cada rua”.
Cláudio Bersi, Edison D’Ávilla, Magru Floriano, entre outros nomes conhecidos, participaram do encontro. Uma homenagem póstuma foi prestada às famílias de Jaci da Silva e Anacleta Mateus Olegário. “Muitos escritores de qualidade, que marcaram a literatura camboriuense, ainda estão vivos. O colóquio possibilitou o contato entre eles e serviu como reconhecimento por tudo que já produziram”, compartilha a presidente da Fundação, Judite da Silva Piza.
Na sexta-feira, iniciou a exposição Amor Materno, do artista plástico José Cipriano, e a mostra fotográfica Dança, da fotógrafa Letícia Amábile dos Passos.
Círculos 
O escritor Luiz Antônio da Silva, o Tecau, aproveitou a fala para apresentar seu próximo trabalho. O livro Círculos é uma novela, de 84 páginas, que retrata acontecimentos misteriosos na cidade fictícia de Caramuru. A obra traz à tona discussões sobre racismo e pedofilia, em situações na vida de uma cadeirante, um jornalista e um político corrupto. O livro será lançado nas próximas semanas.
Fotos: Fábio Borba

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