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LU DE LEÓN, BEACH & CASUAL WEAR

A história de uma mulher determinada

Luciana Rohrsetzer de León, filha de Cláver Santos de León e Tânia Rohrsetzer de León, nasceu em Bagé (RS) no dia 11 de julho de 1977. Lá, na terra dos pampas, ela teve uma infância feliz, com muitos amigos, sempre participando de festas, fazendo amizade com muita facilidade, destacando-se dentro da turma, interagindo muito com as amigas. Desde nova já mostrava os traços da personalidade independente. Durante 15 anos estudou na mesma escola, desde o Maternal até o 3° ano do 2° Grau. Gostava de estudar, mas era da turma da bagunça. Porém, desde pequena gostou de aprender. Na garagem, perto da churrasqueira, a mãe mandou colocar um quadro negro e ela brincava de escola, mesmo nos dias frios e, claro, ela era a professora. Gostava de Português e adorava escrever, tanto que uma avó sempre repetia que ela seria uma escritora. Num caderno ela escrevia histórias e desenhava, criava letras de músicas, era uma menina inspirada. Tinha um sonho: jogar basquete, mas não tinha altura e, para completar, tinha medo da bola. Quis jogar tênis, mas é um esporte caro, mesmo para uma família de classe média alta. Quis praticar equitação, mas enfrentou o temor dos pais, que tinham medo dela se machucar. Sua mãe chegou a comprar um piano para que ela e os irmãos aprendessem a tocar. Foram quase cinco anos de aulas, mas Luciana detestava. O que ela amava era a dança, praticou balé por muitos anos.

Ela sempre foi a filha queridinha do pai, tanto que os irmãos pediam para ela interferir quando precisavam de algo dele. E ela cumpria feliz essa missão. Na adolescência foi um pouco rebelde, batendo de frente com a mãe. Mesmo com estas situações, reconhece que a mãe fazia festas maravilhosas para ela e seus irmãos. Os aniversários de Luciana eram os mais esperados da turma da escola.

Luciana sempre foi muita ativa e queria trabalhar desde cedo. Aos 16 anos arrumou emprego como caixa num posto de gasolina. Com 18 anos saiu de casa, rumo a capital gaúcha, para cursar Fonoaudiologia, ela não queria ficar em Bagé, mesmo com a insistência dos pais. Lá ela foi trabalhar no bar do cursinho, ganhando uma bolsa de estudo. Trabalhava no horário noturno e estudava pela manhã. Após alguns meses, ela voltou para Bagé e cursou dois anos de Direito, na URCAMP. Mas o Direito não a encantou, então ela queria se aventurar e viver um sonho que tinha desde nova, estudar fora do país.

Luciana tinha familiares que moravam em NY há muitos anos. Em 1998 com 20 anos, ela entrou em contato com estes primos e acertou para ir, e fazer um curso de inglês. Mesmo os pais enviando dinheiro, para ajudar no seu sustento, ela resolveu procurar trabalho. Não falava direito o inglês, mesmo assim, conseguiu trabalho como hostess numa churrascaria brasileira. Depois de terminar o curso voltou para o Brasil, mas na sua mente já estava programada a volta para USA. Tinham se passado seis meses e ela ficou encantada com a vibração de Nova Iorque. Com certeza voltaria.

Quando voltou ao Brasil sua irmã a convidou para se mudar para Balneário Camboriú (SC). Foi quando ela entrou para o curso de Turismo e Hotelaria, da UNIVALI, concluiu em 2004. Pensava que seria uma atividade glamorosa, através da qual conheceria pessoas maravilhosas, gente feliz, desfrutando das férias e das viagens. Quando terminou seu TCC do curso da faculdade, foi convidada, junto com uma amiga, para administrar um hotel, justamente aquele para o qual ela tinha apresentado um projeto de reestruturação, no seu trabalho de conclusão de curso da UNIVALI.

Com 26 anos, recém-formada e com a ideia fixa de voltar para os Estados Unidos da América, após o término de um relacionamento conseguiu voltar para as terras do norte. Imediatamente, começou a procurar trabalho. Lembra, com muita clareza, que num dia de chuva saiu com essa missão. Foi de porta em porta, perguntando se precisavam de alguém. “Do you have a job?”, perguntava e recebia a resposta: “Do you have papers?” Ela não entendia a pergunta, eles queriam saber se ela teria os papéis para trabalhar legalmente no país. No dia seguinte uma prima a orientou para ir a um restaurante italiano chamado Serafina. Conseguiu uma colocação, no horário da manhã, pois seu inglês não era bom. Quando melhorou e começou a se desenvolver melhor, passou para o horário da noite, que exigia mais diálogo com os clientes. Mais adiante conseguiu trabalho numa loja bacana de tênis na Times Square, como caixa. Não entendia a metade do que falavam, mas metia a cara e continuava firme. Ajudada por amigos brasileiros, ela foi trabalhar num restaurante no Soho, que atendia celebridades. Atendeu muitas delas, inclusive um beatle famoso: Ringo Starr e o ator que ela era fã quando menina, Matt Dillon.

O ex-namorado apareceu lá atrás dela. Voltaram os dois para o Brasil. Ela trabalhou um tempo na Vivo no setor de telefonia corporativa. Depois de um tempo, ela e o namorado voltam para os EUA, mas para a cidade de Boston. Lá arrumou emprego num restaurante, onde sofreu assédio do dono, o que a motivou a sair de lá e procurar uma nova oportunidade. Conseguiu novamente emprego de garçonete, onde o gerente era brasileiro. O namorado voltou de férias para o Brasil e, quando tentou retornar, ganhou permanência de apenas um mês, mas Luciana que tinha ficado em Boston conseguiu a extensão do visto por mais seis meses. Era o sinal que deveria voltar para Nova Iorque. Mudou seu visto para estudante e seguiu com as aulas de inglês e trabalhava num restaurante. Após ser aprovada na prova de TOEFL entrou para a Baruch, conceituada faculdade em NY tida entre as três melhores em Business School onde conseguiu terminar uma pós-graduação. Foi contratada por uma importadora, conseguindo a documentação para permanecer no país. No horário noturno, trabalhava num famoso Club, no Meatpacking District, pendurando casacos dos clientes, o que lhe rendia bons dólares em gorjetas. Lá ela viu de perto muitos famosos, incluindo seu ídolo Madonna. Porém, no final do ano 2009, estava realmente exausta, e queria rever seu país, seus familiares. Pagou um absurdo pela passagem, adquirida a último momento e foi para o Brasil passar o ano novo. Na volta para NY porém, não sentiu o mesmo entusiasmo de todas as vezes que tinha vindo ver a família no Brasil. Ali decidiu que era hora de voltar em definitivo, após 5 anos morando nos Estados Unidos. Foram anos maravilhosos, onde fez amizades que cultiva até hoje.

Já no Brasil, em 2010, Luciana conseguiu um lugar na Seara, como telefonista. Pouco tempo depois foi promovida a “key account” e começou a viajar muito. Não se deu muito bem com a sua chefe, que era muito rude e pediu demissão. Como sempre teve facilidade para encontrar trabalho, logo começou a trabalhar numa empresa de frete marítimo, onde ficou durante nove meses, dando suporte à área comercial. Era uma atividade parada, sem muita emoção, ela não gostava. Acabou sendo demitida. Isso não a preocupou, pois já tinha uma oferta de trabalho. Então resolveu visitar a família em Bagé. Essa viagem sempre estará muito viva na mente de Luciana. Ficou gravada a fogo na sua memória, na sua alma, e no seu corpo. A mãe queria ir para Bagé, mas ela não estava muito entusiasmada. Estava esperando o chamado para começar na nova empresa e não tinha muita vontade de fazer aquela viagem. No dia anterior, sábado, ela foi confraternizar com alguns amigos. Um deles comentou, quando soube da viagem, que o carro no qual elas viajariam não era muito estável na estrada e contou de um incidente que tinha acontecido com ele. Luciana registrou aquilo, mas não deu muita importância. Tinha que fazer aquela viagem. Em realidade a cidade natal estava relacionada a lembranças de todo tipo, entre elas algumas tristes, como a morte do pai, no ano anterior (2011). Voltar sempre trazia coisas boas e coisas não tão boas para sua mente.

No domingo, 01 de abril de 2012, saíram cedo. A mãe dirigiu até Sombrio (SC) e pararam para tomar um café. Luciana pegou a direção e logo estavam em terras gaúchas. A mãe adormeceu e Luciana se sentiu feliz de dirigir num dia ensolarado, ao som de Madonna.

De repente surgiu bem no seu caminho um pedaço enorme de borracha de pneu. Tudo foi muito rápido. Pisou no freio, ao mesmo tempo em que desviava do obstáculo, o carro se desgovernou, ela virou passageira, em vez de motorista. O veículo atravessou a estrada, voou sobre a proteção, quicou várias vezes na grama, o para-brisa explodiu em mil pedaços, ela protegeu o rosto com os braços, sentindo os pedaços de vidro batendo nela, a grama entrando na sua boca, o mundo desabando em segundos. O carro finalmente parou e ela percebeu imediatamente que estava pegando fogo. Olhou para a mãe e viu que ela estava desacordada.  O fogo começou a tomar conta do veículo, ela tentou acordar a mãe, gritando, mexendo nela, mas não adiantou, ela estava completamente desmaiada. Tentou abrir a sua porta, mas não conseguiu, abriu a porta do carona labaredas de fogo atingiram sua mãe, que então deu um gemido alto de dor. Era o caos, era o fim de tudo! Não tinham por onde sair! Enfiou a mão no fogo e fechou a porta, abraçou a mãe. Gritou com todas suas forças “Deus!”, “Jesus!” como se fosse uma oração desesperada. Abriu os olhos e viu que o fogo tinha diminuído, conseguiu abrir a porta, passou sobre a mãe e começou a gritar por socorro. Olhou para seu braço esquerdo e teve a clara sensação de que ele estava se derretendo, como se fosse de plástico atingido pelo fogo! Seu braço estava completamente queimado. Um de seus pés parecia de borracha, totalmente desconectado da perna. Luciana gritava por socorro. Um homem apareceu como um anjo e falou “te peguei” e a levantou no colo. Ela pediu para tirar a mãe do carro, o homem que a pegou falou que já estava sendo retirada. Luciana estava muito queimada e suplicou que não a pegasse no colo, doía muito. Apoiou-se no seu salvador, e foi mancando até o asfalto, afastando-se do carro que estava prestes a explodir. E explodiu. Mãe e filha foram deitadas no asfalto quente. Tudo estava muito quente. Uma multidão, surgida não se sabe de onde, assistiam tudo. Um espectador gravava tudo no celular. Luciana pedia para ele parar, mas o homem não prestava atenção. Ela estava sentada no asfalto, percebendo tudo e sofrendo com a dor das queimaduras. Pediu para alguém proteger a mãe do sol, pois permanecia desmaiada. O socorro chegou rápido e foram levadas para um hospital em Capão da Canoa. Começou para Luciana um tempo de terror e dores. Chegando ao hospital começaram a separar o tecido das suas roupas da pele queimada. Era uma operação dolorosa, a enfermeira usava soro e pinças e puxava o tecido da roupa, levando junto pedaços da pele. Ela gritava de dor e mandavam-na calar-se, argumentando que não estava sozinha no hospital. No meio de toda aquela loucura, ela conseguiu passar os números telefônicos dos seus irmãos. Eles chegaram em tempo recorde a Capão da Canoa e o primeiro que constataram foi que o hospital não tinha condições de atender as duas acidentadas. Elas tinham queimaduras e fraturas graves.

A irmã pediu para Luciana lembrar o contato de uma amiga que era piloto de helicóptero para pedir ajuda. Elas precisavam ser trasladadas imediatamente para Porto Alegre. Essa amiga estava em Balneário Camboriú, almoçando com um amigo que era cunhado do filho de um importante secretário de governo do Rio Grande do Sul. Questionado pela amiga, ele não teve dúvidas, ligou para o cunhado, suplicou transporte urgente e vagas em algum hospital da capital gaúcha. Finalmente, depois de muito insistir, conseguiu o transporte e vagas no hospital Cristo Redentor. Uma equipe estava esperando por elas e foram imediatamente atendidas. Lá ficaram durante quase um mês, sendo muito bem atendidas. A primeira pergunta que um médico fez para ela, era se tinham mexido na mão dela, que estava em estado crítico. Luciana acordou toda enfaixada. Falaram para ela que tinham salvado a mão, apesar de que a primeira opção era amputar. Depois, o pé passou a ser problema. Em algum momento, quando ela estava desacordada, queriam amputar. A irmã não permitiu, indo contra todas as previsões médicas, foi determinada e não aceitou essa opção. Pensou no que sentiria a irmã ao acordar e não ter um pé. Ela via na sacola de sapatos, a única coisa material que se salvou da explosão do carro, como uma mensagem divina. Luciana voltaria a calçar um par de sapatos, ela não ia permitir a amputação. Já Luciana, entorpecida pela quantidade de morfina no sangue, concordava com tudo, sem saber exatamente o que estava se passando. Uma enfermeira lhe disse várias vezes, enquanto cuidava dos seus ferimentos: “Deus não vai permitir que amputem teu pé”.

A recuperação foi dolorosa. Luciana teve 18,5% do corpo queimado. Uma fratura exposta no tornozelo. Colocaram fixadores externos no pé. Passou por várias cirurgias, por raspagens, enxertos, transfusões, tudo muito dolorido, muito sofrido. No quarto havia uma janela distante, mas toda vez que olhava para esta janela, Luciana falava com Deus e dizia: que nada disto seja em vão, que o Senhor me use como instrumento para tocar na vida de muitas pessoas.  Luciana lembra a dor que sentiu quando tiraram os fixadores para realizar um procedimento. Ela urrava de dor, abafava os gritos com o travesseiro, mas não conseguia parar de gritar. A mãe, que estava ainda perdida noutra realidade, escutava os gritos que vinham do quarto da filha. Perguntava se era ela que estava gritando, as enfermeiras diziam que não, para não aumentar a preocupação da mãe.

No momento de receber a alta, um médico foi até o quarto de Luciana. Ela não gostava daquele médico em especial, ele tinha executado um procedimento muito invasivo e dolorido, sem anestesia no quarto onde ela esteve internada. Falou que Luciana nunca voltaria a caminhar normalmente, que nunca voltaria ao normal. Ela concordou, calada, segurando a emoção. Quando o médico saiu, ela desatou a chorar. A companheira de quarto, tinha uma naquele momento, comentou com ela: “Teu médico não é esse cara. Teu médico é Deus, o médico dos médicos, Ele vai te curar!” Luciana de León saiu do hospital com a plena convicção de que voltaria a caminhar normalmente. Não ia desistir.

Os irmãos, Fabiana e Leonardo que mudaram completamente suas rotinas e vidas para se dedicarem à mãe e irmã, alugaram um apartamento num apart-hotel, não muito longe do hospital. Contrataram enfermeiras que estavam presentes as 24 horas do dia. A recuperação continuava dolorosa e com muitos efeitos colaterais. Em alguns momentos, Luciana queria voltar para o hospital, ser medicada com morfina e apagar um pouco. Não queria mais sentir dor. Como ela e a mãe tiveram múltiplas fraturas, usaram coletes especiais e tinham que permanecer sempre na posição ereta. Após o retorno delas para o apartamento em que moravam, em Balneário Camboriú, o pé de Luciana começou a ser um grande problema, estava infeccionado.  Ela foi levada até Joinville para consultar com o Dr. André Demore. Seu pé quebrou em 17 pedaços e teve que passar por uma cirurgia muito complexa. A sua mão parecia uma garra, totalmente fechada e com pouco movimento. Teve que buscar toda sua força, toda sua determinação para recuperar seus movimentos, além de muita fisioterapia.

Para Tânia Rohrsetzer de León, sua mãe, também não foi fácil. Depois de quatro meses descobriram que ela estava com o quadril fraturado. Por isso reclamava de tanta dor. Além disso teve queimaduras de segundo e terceiro grau no rosto e mãos, fraturou o tornozelo e passou por diversas cirurgias na coluna.  Porém, sua recuperação foi mais rápida que a da filha.

Quando se lembra do acidente, Luciana percebe que muitas coisas conspiraram para salvar sua vida e a vida da mãe. Aquele homem que a tirou do carro, Rubens Pino Borba, morador de Porto Alegre, ia todo final de semana para Torres (RS) para pescar com os amigos. Na noite anterior ao acidente, ele teve sonhos ruins com seu carro. Sonhava que pegava fogo. O sonho foi tão intenso que ele acordou e foi direto para ver o carro. No domingo de manhã, em vez de pescar, resolveu voltar para Porto Alegre. Pressentia que algo ruim estava para acontecer e queria estar perto da família. Voltando para sua cidade, se deparou com o acidente. Imediatamente estacionou do jeito que deu, pulou do carro e foi salvar Luciana, sendo seguido por um motorista de caminhão que se encarregou da mãe. Até hoje, Luciana e Rubens trocam mensagens e acompanham mutuamente suas vidas.

No seu retorno para casa, a primeira visita que recebeu foi de um rapaz, que estavam se conhecendo antes do acidente. Ele chegou prometendo ficar com ela, cuidar dela, ajudar em tudo que fosse necessário. Porém quando ela voltou a andar, a promessa não foi cumprida. Ele se transformou num problema, a relação virou algo doentio. Ele era uma pessoa agressiva, ofendendo constantemente Luciana. Ela passou a sofrer abuso psicológico. Ajudada pela família, ela juntou coragem e terminou com aquele relacionamento abusivo.

Luciana passou por vários profissionais buscando se recuperar física e emocionalmente. Passou por fisioterapeutas, psiquiatras, psicólogos e outros profissionais. Um dia, almoçando com a dona da empresa onde trabalhava e com o gerente, surgiu o tema do PNL (Programação Neurolinguística). Ela se interessou e participou de uma imersão que ia de sexta-feira a domingo. A prova final era de um desafio tremendo para ela: caminhar sobre brasas, caminhar sobre o fogo. Ela caminhou e saiu de lá transformada. Sua reviravolta emocional foi tanta que ela foi chamada para participar, como exemplo de superação em outros eventos.

Em 2016 conheceu Michael, o pai de sua filha. Esse encontro aconteceu no momento certo. Ele é irmão de uma de suas melhores amigas dos tempos de NY e, entre conversas a distância, acabaram se conhecendo. Ele foi até Balneário Camboriú já com uma ideia fixa: queria aquela mulher. Foi amor à primeira vista. Enquanto esperavam na fila, para entrar no local aonde iam se divertir, ele simplesmente a puxou e a beijou, e ali começou uma linda história, que trouxe mais uma vida para o mundo: Lara de León Carroll.

Luciana se desempenhou em várias atividades. Desde caixa, garçonete, vendedora, supervisora de equipe de vendas e, entre outras tantas coisas, corretora de imóveis. Trabalhou em diferentes empresas, mas foi em uma empresa que vendia revestimentos de alto padrão atendendo arquitetos, onde descobriu algo que muitos já tinham percebido e falado para ela: sua paixão pelas vendas. A vida a foi levando e ela aceitou os desafios. Quando engravidou de Lara, Luciana começou a buscar outra fonte de renda. Foi assim que encontrou um site de roupas de praia. Entrou em contato, e comprou algumas peças. Vendeu logo e descobriu que era um nicho no qual ela podia se dar bem. Depois descobriu um fornecedor no Rio de Janeiro. Assim começa a surgir a Laluh Beachwear, primeiro nome da marca, que por questão de registro se transformou em Lu de León, Beach & Casual Wear. Inicialmente atendia na sua casa. As coisas foram acontecendo e ela sentiu que tinha chances nesse mercado. Pediu demissão da empresa, vendeu seu carro para investir na coleção e pouco a pouco as coisas foram acontecendo.  Já no terceiro verão pensou em ter uma sala, uma espécie de showroom. Uma amiga arquiteta fez o projeto. A ideia era atender com horário marcado. Porém, a demanda foi tanta que virou loja.

Tudo aconteceu de maneira despretensiosa. De repente, Luciana teve um negócio em mãos com nome, com marca forte e com um espaço enorme para crescer. Em 2021 expandiu seu negócio, com peças para o inverno, com moda casual, colocando nelas além da sua marca, seu DNA de força, personalidade e bom gosto, atendendo à demanda da sua crescente clientela. E exportou seus biquínis para os verões americano e europeu. Sabe que tem que seguir seu instinto, tem que seguir seu sentimento, para que tudo dê certo. Luciana percebe que para crescer precisa pensar em se profissionalizar cada vez mais, fazendo aqueles cursos que lhe darão maior segurança e desenvolverão seu empreendimento. Foi aluna da empresária Cris Arcangeli, arrancando da super empresária elogios sobre a qualidade do produto que oferece.

Ela é uma mulher forte, sincera, honesta, correta nos seus relacionamentos, com muita empatia, justa e grata.

Sua irmã Fabiana Rohrsetzer de León Pamplona comenta que Luciana é “uma mulher com muita personalidade, forte, sempre correndo atrás do que deseja. Ela é alegre, dinâmica, carismática. No acidente, ela mostrou uma força e vontade de viver. Ela é superação, ela é garra, tem muita persistência e vai atrás dos seus sonhos”.

Michael William Carroll, diz que Luciana é determinada, persistente e batalhadora. Vislumbra um futuro promissor para ela e a empresa. Para Michael, a Lu de León, Beach & Casual Wear só tende a crescer. E o céu é o limite! Luciana tem o instinto, o sangue e a mente de empreendedora, percebendo as tendências e mudanças muito antes delas acontecerem. Ele admira as suas qualidades.

Lucélia Adriana Goergen Buzzi é uma amiga que Luciana conheceu na faculdade. Na sua opinião, Luciana é destemida, criativa, extrovertida, verdadeira, guerreira e explosiva (no bom sentido). Ela afirma: A empresa da Lu é uma realização maravilhosa. Começou com uma “sacola”, atendendo em casa, correndo muito para atender as clientes. Quando viu que havia chegado a hora, que precisava mudar e parar de atender em casa, ela foi muito guerreira, correu atrás do sonho, desenhou sua própria coleção, fez sua própria marca e hoje a Lu de León, Beach & Casual Wear está crescendo cada vez mais e isso faz com que cada dia a gente se orgulhe mais dela. Inspiração pura. Vai crescer muito ainda”.

Outra amiga da infância, Daniela Rosa Cachapuz, destaca que os traços marcantes de Luciana são “beleza, intensidade, vaidade, coragem para ir atrás do que quer e fé. E também o bom humor e as risadas. Ao longo da nossa vida, acompanhei muitas histórias da Luciana que envolvem algum grau de superação. Quando fui ao hospital, onde ela estava depois do acidente, para minha surpresa, encontrei uma Lu que se mostrava confiante, calma e, mesmo na sombria UTI do Hospital, conseguimos dar umas boas risadas naquela noite. Vi a Luciana passar por muitas situações delicadas, muitos momentos de risco, de angústia, de incerteza e de dor. Mas a forma como ela enfrentou tudo, foi lindo de se ver. Como é forte aquela menina que cresceu ao meu lado! E como tinha fé e como tinha amor. Ela me surpreendeu a cada dia. E, aos poucos, foi renascendo como uma fênix. Pesquisando sobre a ave, descobri que uma das suas características é sua força para carregar cargas muito pesadas, enquanto voa. Essa para mim é a descrição perfeita da Lu. A Lu de León, Beach & Casual Wear é a cara da Luciana. Uma empresa linda, atenta às tendências antes delas se tornarem tendências. Tem todo cuidado nos detalhes, sempre de olho no que está acontecendo no mundo, primando sempre pela qualidade do que oferece sem esquecer da importância de um preço justo. É pura determinação e coragem de empreendedora”.

Esta é a história inspiradora de Luciana Rohrsetzer de León, muito resumida, mas carregada de mensagens positivas, de lições de vida, de uma mulher guerreira, decidida, determinada, batalhadora e pronta para enfrentar e vencer desafios. O sucesso da sua marca, da Lu de León, Beach & Casual Wear, tem a força dela por detrás. Tem o seu DNA de empreendedora impregnado. Luciana é o combustível e o motor, o cérebro e a alma de tudo. Alcançará horizontes inimagináveis, porque tem energia, capacidade e talento para conseguir vitórias incríveis.

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